Nova ZelândiaOceaniaViagem

Milford Track dia 2

19/12/2016 — by Mariana Isnard Carneiro2

main

Nova ZelândiaOceaniaViagem

Milford Track dia 2

19/12/2016 — by Mariana Isnard Carneiro2

O segundo dia da caminhada foi sem dúvida o dia mais difícil para mim da trilha toda. Acordamos por volta das 6h da manhã, com a movimentação das pessoas que dividiam o quarto conosco e o vento forte, acompanhado de uma chuva moderada, sacudindo as árvores ao lado da janela.

Levantamos e tomamos café da manhã com calma, já que tínhamos a esperança da chuva diminuir. O tempo foi passando e nenhum sinal de melhora no tempo. Decidimos então arrumar as nossas coisas e partir, já que praticamente todos os outros 38 integrantes do grupo já tinham feito isso. Começamos a caminhada de 16 km por volta das 8:30 da manhã, com uma chuva fraca e um vento gelado que nos acompanhou por todo o trajeto.

O percurso não era muito difícil, boa parte era reto e apenas os últimos quilômetros eram subidas mais íngremes. Entretanto, o frio que sentia devido a roupa molhada e a temperatura baixa foi minando as minhas energias, já que as paradas que fizemos para descansar foram muito rápidas, pois com o corpo em movimento dava para nos esquentar, mas, quando parávamos, ficava praticamente insuportável e logo precisávamos voltar a caminhar.

A maior parte da trilha era dentro da floresta, o que possibilitava a nós uma proteção natural da chuva. Mas claro que lá, até a chuva tem seu lado positivo. Com as folhas molhadas, o visual ficava ainda mais bonito, dando a impressão de estarmos dentro de algum conto de histórias fantásticas. De tempo em tempo a floresta acabava e dava lugar a uma trilha em meio a montanhas gigantescas. A sensação era de ter encolhido, pois a perspectiva de tamanho estava completamente diferente.

Durante o percurso passamos por algumas cabanas cobertas que foram muito úteis, já que como estava tudo molhado, era difícil parar em qualquer lugar. A cada lugar coberto que encontrávamos, nós parávamos, mesmo que rapidamente, para comer um sanduíche ou um chocolate e se hidratar.

Em um certo ponto do caminho encontramos um “ponto de ônibus” em meio a trilha estreita, no meio do nada,  não tinha como não rir. Mas na verdade era um local para esperar caso o rio que cruzava a frente estivesse muito cheio. Não foi o caso, mas quando vi que precisava cruzá-lo em meio as pedras molhadas, próximas às quedas da cachoeira comecei a entrar em pânico. Confesso que não gosto de cruzar rio, o medo me atrapalha e me desequilibra, mas naquela situação era ainda pior, pois estava com a mochila nas costas que podia me atrapalhar ainda mais. Claro que o Alê achou minha reação exagerada e engraçada, já que assim que viu que teríamos que cruzar o rio ele pegou a GoPro e começou a nos filmar. Como assim? Além de ter que dar conta, ele não ia me ajudar porque tinha que segurar a câmera?! Surtei e travei…rs Agora chega a ser divertido lembrar, mas na hora foi difícil. Eu me recusei a atravessar e só cedi quando combinei com o Alê de ele levar a minha mochila para o outro lado e voltar para me dar as mãos para me ajudar. Sem peso extra nas costas, finalmente consegui!

Conforme os quilômetros foram passando, minha energia foi minando e os últimos, que eram subida, praticamente zeraram as minhas forças. Cheguei à cabana Mintaro exausta. Tirei minhas roupas molhadas, e coloquei outras secas e quentes. Entretanto, mesmo agasalhada e dentro da cabana, que estava com a lareira acesa, não conseguia esquentar meu corpo. O Alê preparou uma sopa quente para gente, sentamos em frente ao fogo para tomar e nos aquecer e mesmo assim nada. Eu só consegui me esquentar quando entrei dentro do meu sleeping que era de pluma de ganso. Comi ainda um sanduíche, já a fome chegou com força, e depois acabei capotando de cansaço.

Dormimos por cerca de uma hora, o que foi essencial para recarregara as minhas energias. Acordamos final de tarde e aproveitamos para secar as nossas roupas e tênis em frente a lareira, preparamos o jantar e depois ficamos de papo em um semicírculo em frente ao fogo.

Laura, a guarda florestal da cabana Mintaro apareceu para contar sobre as características da região, o trajeto do dia seguinte e a previsão do tempo, que também não era tão animadora.

Depois de estarmos bem alimentados e quentinhos, fomos dormir para conseguir estar preparado para o terceiro e mais bonito dia de caminhada.


Confira os outros dias da trilha

Milford Track: uma das caminhadas mais bonitas do mundo
Milford track dia 1
Milford track dia 3
Milford track dia 4 

Confira alguns produtos da nossa volta pelo mundo aqui.

2 comments

De sua Pitada...

%d blogueiros gostam disto: