Nova ZelândiaOceaniaViagem

Milford Track dia 3

19/12/2016 — by Mariana Isnard Carneiro0

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Milford Track dia 3

19/12/2016 — by Mariana Isnard Carneiro0

Durante a madrugada eu acordei para ir ao banheiro e nem o frio que fazia lá fora me impediu de ficar alguns minutos olhando para cima e contemplando o céu limpo, cheio de estelas. Após o dia anterior, em que fizemos todo o trajeto com uma chuva fraca e que minou todas as minhas energias, as estelas vieram para me dar um pouco de esperança, já que mesmo com o tempo imprevisível da Milford, sempre soube que céu estrelado significava um dia seguinte de sol.

Acordamos às 6 horas da manhã e a minha esperança de um dia bonito (ou pelo menos sem chuva), se concretizava. O céu estava aberto e lindo. Um incentivo enorme para mim que duvidei das minhas capacidades no dia anterior. E eu sabia que o terceiro dia, apesar de serem apenas 14 km, era o mais difícil, pois era o dia em que tinha mais subidas, já que atravessaríamos uma montanha.

Tomamos café da manhã, arrumamos nossas coisas rapidamente (e ainda pegamos uma bermuda que Glen, um australiano que conhecemos, esqueceu secando perto a lareira. Todos os dias Glen nadava nos gelados rios e cachoeiras e tínhamos certeza que a bermuda faria falta).

Começamos a caminhada e, diferente do dia anterior, tudo parecia mais leve. O clima estava bom, eu estava me sentindo descansada e novamente capaz de enfrentar os desafios que viriam pela frente. Até as intensas subidas estavam tranquilas. A vista era tão bonita que eu não parava de sorrir e admirar.

Após algumas horas chegamos finalmente no topo da montanha e… uau! Conseguimos…. que vista! Ficamos um tempo lá, contemplando a natureza, pensando que cada passo havia valido a pena para estra lá.

Continuamos a trilha, agora para a parte de baixo, uma descida bem intensa que durou vários quilômetros, judiando um pouco das pontas dos nossos dedos. Descobrimos na pratica que o ideal para fazer uma caminhada dessas é cortar as unhas do pé bem curtinhas, pois mesmo não estando grandes, elas machucaram bastante.

No caminho havia um desvio de cerca de 4 km para uma grande cachoeira. Nós decidimos não fazer, pois a caminhada havia sido intensa e como eu havia chegado ao limite no dia anterior, achamos melhor não arriscar. Chegamos no meio da tarde na cabana Dumpling e, como estava um calorzinho, resolvemos tomar um banho de rio, já que estávamos a 2 dias apenas com banho de lenço umedecido. Mas confesso que entrar na água não foi tão agradável assim. A água estava muuuuiiito gelada, já que descia do topo congelado das montanhas. Eu quase não consegui respirar e o corpo doía com o contato de mais de 5 segundos. Mas foi legal, foi até engraçado os gritos que demos.

Saímos do rio nos sentindo limpos, mas não por muito tempo, pois enquanto nos secávamos um monte de sandyflys nos atacaram, cada vez que a gente passava a toalha saia uns 5 grudados. Precisamos então tomar um banho de repelente.

Voltamos para a cabana, descansamos um pouco e depois nos reunimos com os americanos e australianos que conhecemos no primeiro dia. Ficamos um bom tempo conversado, tomamos um vinho para relaxar e jantamos. Devolvemos a bermuda do Glen que ficou tão feliz que deu uma barra de chocolate pro  Alê. Descobrimos que ele esqueceu a bermuda porque acordou as 5 da manhã para ir ao banheiro e quando viu o céu limpo, eles resolveram sair naquele mesmo momento.

Depois de muitas risadas, fomos dormir para aguardar a chegada do quarto e último dia da caminhada.


Confira os outros dias da trilha

Milford Track: uma das caminhadas mais bonitas do mundo
Milford track dia 1
Milford track dia 2
Milford track dia 4 

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